Festa das Latas despede-se com a promessa de uma história por terminar

Quim Barreiros foi cabeça de cartaz, mas Gabriell e Rosinha “enquadraram-se bem no espírito da noite”. Espetáculos recebidos com euforia e muita dança. Texto por Maria Francisca Romão e fotografias por Maria Francisca Romão e Miguel Mesquita Montes

Sob o lema “Aqui começa a tua história”, a edição deste ano da Festa das Latas e Imposição de Insígnias terminou hoje, dia 7 de outubro, com três concertos e três novas histórias para contar – a juntar às dos muitos estudantes que marcaram presença na última das noites de parque. Os acordes que se fizeram ouvir foram os da música popular portuguesa.

Gabriell: “Toma lá juízo e vamos à música”

Se foi a primeira vez que Gabriell pisou o Parque da Canção, nem por isso o artista se intimidou na hora de abrir os concertos da noite. Os primeiros passos de dança foram coordenados pelas suas músicas e até a poeira do recinto se levantou ao som dos ritmos brasileiros e africanos. Juntos, deram origem a um compasso que Gabriela Azenha, estudante de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, define como “animado e contagiante”. Revela que não conhecia o cantor, mas que considera que este “se enquadra bem no espírito da noite”.

Para uma cidade feita de estudantes de todo o país, Gabriell trouxe uma equipa composta por artistas de diferentes regiões e um espetáculo repleto de surpresas. Entre elas, contaram-se: uma aula de zumba, uma história entre cada música, um declarado apoio à Briosa e a chamada do pequeno Gabriel Júnior, filho do artista, ao palco. Mas a timidez de menino ficou nos bastidores, até porque, nas palavras do artista, “toma lá juízo e vamos à música”.

Rosinha: O prazer de cantar nas margens do Mondego

“Estou muito contente por estar em Coimbra e poder ensinar algo aos meus caloiros”, anunciou desde logo Rosinha. Fez-se acompanhar do acordeão, dos óculos de sol e do vestido azul que já se transformaram na sua imagem de marca. Só o cacho de bananas faltou à artista, mas nem por isso deixou de oferecer conselhos quanto à melhor forma de descascar fruta.

Por mais de uma vez, Rosinha frisou o “prazer” que sentia em pisar o palco da cidade dos estudantes. Manuel Ribeiro fez questão de assistir à atuação de capa e batina no ano em que conclui o Mestrado Integrado em Engenharia Biomédica, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. “Desde caloiro que venho ao recinto depois do cortejo e este ano não poderia ser diferente”, confessa. Admite ainda que Rosinha é “um excelente complemento ao eterno Quim”. Com vontade de deixar a saudade plantada nas margens do Mondego, a segunda artista da noite terminou a atuação retomando as músicas que mais tinham motivado a euforia do público.

Quim Barreiros: “E salta, Coimbra… e salta, Coimbra… olé… olé”

Passavam já alguns minutos da hora marcada para o início do espetáculo, quando o veterano das festas estudantis entrou em palco para mostrar não só qual é o melhor dia para casar, mas também para dar a conhecer qual o melhor dia para se entrar no recinto da Festa das Latas. O mestre da culinária mostrou ser, de igual forma, um mestre do entretenimento e o resultado foi mais do que “bonito, bonito”.

Para Manuel Ribeiro, “é Quim e basta”. Não pareceu ser o único a partilhar desta opinião, já que o concerto de Quim Barreiros foi o que mais estudantes arrastou até ao palco principal. André Luís, estudante de Enfermagem na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, destacou a atuação como a que mais expectativas gerou. Preferiu palavras breves, mas impactantes para descrever o espetáculo: “foi brutal”. Quim Barreiros despediu-se com um caloroso “até à Queima”, como prova de que a história começada não vai terminar tão cedo.

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